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Do lixo ao luxo: Veja algumas peculiaridades envolvidas no título do Chelsea

No sábado, 29, o Chelsea superou o rival inglês Manchester City conquistando a Champions League pela segunda vez. Assim sendo, a conquista dos Blues na principal competição de clubes da Europa (barra mundo) trás consigo algumas peculiaridades dignas de um clube que arriscou e se preparou para subir ao pódio.

Dentre as apostas ousadas que levaram o clube londrino ao êxito, vale ressaltar aquela que culminou na nomeação do melhor jogador da competição chancelado pela UEFA: N’Golo Kanté.

O volante francês assistia à Copa do Mundo da França, em 1998, do lixão no qual trabalhava para ajudar sua família em Paris. 23 anos depois, o motor da equipe se deu ao luxo de ser nomeado o melhor jogador da competição futebolista mais rica do globo. Ostentação para poucos.

Outras particularidades que contribuíram na conquista dos Blues

Uma das decisões imprescindíveis para que o Chelsea conquistasse a Liga dos Campeões 2020-21 foi o rompimento ainda no meio da temporada, em janeiro, com um dos ídolos máximos da torcida que estava no comando técnico: Frank Lampard. O técnico estava à frente da equipe desde junho de 2019 e mesmo com toda identificação com o clube, não conseguiu conquistar uma única taça.

Dessa maneira, o cartola Roman Abramovich teve que arriscar um nome certeiro para salvar os 200 milhões de libras investidos pelo magnata russo. A aposta audaciosa então foi apostar no alemão Thomas Tuchel, que havia levado o também bilionário PSG à final da Champions na temporada anterior. Deu mais do que certo e o time voltou a erguer uma taça depois de ter passada uma temporada em branco. Ergueu “a taça”, diga-se de passagem.

Além disso, no percurso ao Olimpo, os londrinos novamente arriscaram ao se desfazerem de alguns jogadores gabaritados que estavam no elenco há tempos. Esse foi o caso de Eden Hazar (sete anos de clube) que transferiu-se ao Real Madrid, bem como os brasileiros William (sete anos de clube) e David Luiz (seis anos de clube), ambos transferidos ao rival local Arsenal e viram os vizinhos de bairro chegaram ao topo sem suas vãs presenças no elenco.

Por outro lado, o recrutamento de heróis improváveis como o jovem senhor Thiago Silva (36 anos), o algumas vezes contestado Timo Werner, o subestimado goleiro Mendy e a franca aposta no garoto Havertz, contribuiu de maneira exponencial na campanha do bicampeonato. Isso sem contar na manutenção das joias Mason Mount, Pulisic dentre outras preciosidades que deram o sangue e persistiram até a glória.

Assim, o desacreditado Chelsea fez história mais uma vez no velho continente, assim como havia feito em 2012. Chegou aonde previsões levavam outros primos ricos como Liverpool, Bayern, PSG, Juventus, Barcelona, City de Pepe Guardiola e o próprio Real Madrid – time que eliminou na semifinal – eram mais cotados.

Assim como Kanté, melhor jogador da competição e que até outro dia catava lixo nas ruas, o Chelsea saiu de baixo para luxar o posto mais badalado do mundo do futebol. E pela segunda vez. Agora é hora de curtir o merecido glamour até que chegue o momento de se preparar para a próxima empreitada!

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